quarta-feira, 5 de abril de 2017

Capitulo 16 - I never gonna let you go

Notas Iniciais:
Desculpem a demora (como sempre) é que tem sido tudo muito corrido
na minha vida, ter canal não é fácil haha. Espero que me entendam! 
PS: Leia as notas finais
Boa leitura!
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Nunca deixarei você ir


Gabriella’s POV

Ele continua me encarando, com certeza se perguntando o por quê diabos eu fiz essa pergunta. Sei que ele odeia falar da vida dele, mas se ele quer ter uma relação saudável comigo e com a minha filha, ele terá que se abrir.

- Eu não quero falar sobre isso, Gabriella. – Responde sério.
- Por quê? – Levanto a sobrancelha o encarando.
-Você sabe muito bem que não fico falando da minha vida. – Ele leva mais uma garfada á boca.
- Se você quer formar uma família comigo e com a Sky, você precisa ser honesto com nós duas. Sem mais receio, sem mais segredos. - Falo séria e ele fica me encarando.

Ele permanece quieto e volta a comer, sem me olhar ou pronunciar uma palavra se quer e isso me irrita profundamente.

Terminamos de jantar e então Stella os trás a sobremesa, uma torta de nutella que fez minha boca encher de água só em vê-la. Começo a comer e dou uma breve olhada para Oliver que está com o canto da boca sujo do doce. Se ele não estivesse sentado do outro lado da mesa eu com certeza trataria de limpar do melhor jeito.

- Oliver! – O chamo e ele me olha. – Está sujo aqui. – Aponto no canto da minha boca pra indicar a dele.

Ele coloca sua língua para fora e passa pelo canto que está sujo, de forma lenta e insinuante enquanto me encara. Isso me causa um calor absurdo, faz meu ventre se contrair e eu me mexo na cadeira.

- Limpou? – Sua voz soa suave e eu apenas assinto, voltando a comer.

Terminamos de comer e voltamos para a sala. Sky ainda dorme tranquilamente e dou graças a Deus por isso. Oliver pega seu celular e tira algumas fotos dela.

- Você não confia em mim? – Solto a pergunta fazendo ele me olhar intrigado.
- Por quê?
- Por não querer me contar as coisas da sua vida. – Continuo o olhando.
- Não é isso Gabriella, eu só não gosto de falar dos meus problemas.  – Ele suspira.
- Mas Oliver, eu não consigo conviver com você dessa maneira. Sem saber quem realmente é você e sua família. Se fosse eu no seu lugar com certeza você também se sentiria incomodado. Não é? – Fico o encarando e ele me encara também. – Me responde Oliver! – Ele apenas balança a cabeça concordando comigo.

Ele passa a mão nos cabelos, olhando para o chão e depois me olha.

- É muito difícil pra mim, contar tudo isso. Meu pai foi a pessoa mais importante da minha vida. Se não fosse por ele, eu não estaria aqui. – Balando a cabeça, assentindo. – Teve um tempo que meus pais estavam brigando muito e eu não entendia o porquê e eu também tinha medo de perguntar para o meu pai ou para a minha mãe. E muita das vezes meu pai ia trabalhar mais estressado ainda. Eu lembro que uma vez eles discutiram antes do meu pai ir trabalhar e ele passou mal, teve um ataque cardíaco e levamos ele as pressas para o hospital.  

Vejo que a voz dele começa a ficar um pouco embargada e seguro sua mão.

- Então um dia eu cheguei em casa no horário de almoço. Subi para o meu quarto e no corredor ouvi alguns barulhos vindos do quarto dos meus pais, pensei que fossem meus pais e então entrei para o meu quarto. Troquei de roupa e vi que tinha uma mensagem do meu pai dizendo que ele viria almoçar em casa.  Achei estranho, já que ele não estava em casa, tinha mais alguém no quarto com a minha mãe. Sai do meu quarto e fui até o quarto dos meus pais, eu ouvia a voz da minha mãe e uma voz de homem. Não pensei duas vezes e abri a porta. Vi uma cena que eu nunca queria ter visto na minha vida. – Ele pausa e engole seco. – Minha mãe fodendo com o coordenador da empresa do meu pai.

Arregalei os olhos e abri a boca, completamente surpresa com a revelação de Oliver.

- Eu lembro que meu sangue subiu na hora. Ambos ficaram assustados me olhando e eu só consegui falar apenas uma palavra pra minha mãe, “vadia” e voei em cima do filho da puta, comecei a soca-lo e eu só lembro de ouvir meu pai gritando para eu parar. Eu o olhei e ele estava pasmo com a situação que estava acontecendo. Minha mãe enrolada no lençol da cama enquanto eu estourei a cara do arrombado.  – Ele me olha. – O cara foi embora e meu pai começou a discutir com a minha mãe, ela pedia perdão, inventava mil desculpas. Meu pai pegou o carro e saiu desesperado.
- E você? – Perguntei.
- Eu fui para o meu quarto, não aguentava olhar na cara da minha mãe. Meu pai me mandou mensagem pedindo para eu fazer as malas dele e encontrar com ele no estacionamento da empresa.

Enquanto eu fazia as malas dele, minha mãe tentava me explicar a merda que ela fez, mas eu não queria ouvir. Eu peguei nojo da minha mãe.  Quando eu cheguei ao estacionamento da empresa, tinha uma ambulância e algumas pessoas ali, perto do carro do meu pai. Corri e meu pai estava dentro da ambulância, ele havia tido outra parada cardíaca e faleceu.

- Meu Deus, Oliver. – Seguro seu rosto o fazendo me olhar, enquanto ele desvia os olhos marejados dos meus. Oliver queria chorar, eu nunca o vi chorar antes. – Eu sinto muito. Eu não sabia que história fosse tão ruim assim.
- Tudo bem. – Ele segura minhas mãos em seu rosto e as afasta um pouco, ainda as segurando. – E então quando eu abri o testamento do meu pai, ele queria que eu assumisse a empresa  e ai foi uma guerra entre eu e meu irmão, porque de certo ele quem deveria assumir, pois ele é o mais velho, mas como ele nunca foi um bom filho, meu pai não deixou.  E o dinheiro que ele também deixou pra mim, eu comprei essa casa, eu não queria continuar debaixo do mesmo teto que a minha mãe, eu não aguentava olhar na cara dela, sabe? Ela se casou com o filho da puta.

Me encosto em Oliver, deitando em seu peito enquanto ele me abraça.

- Foi difícil no começo, desde o trabalho até me adaptar com a vida solitária. Eu sentia muita falta do meu pai, éramos muito apegados um ao outro, mas fui vencendo um dia de cada vez.  – Ele beija minha cabeça. – E é por isso que eu tenho dificuldade de nutrir sentimentos por alguém, me relacionar sério com alguém. Por que as duas mulheres da minha vida me fizeram sofrer muito e eu achei que esse tal de amor, não existe e nunca existiu. Até te conhecer, mas ai você me largou e tudo indicava que você estava com o meu amigo. Eu quase enlouqueci com isso. – Ele me olha. – Eu nunca me senti tão mal, era como se o único pedaço que ainda não estava destruído em mim, naquele momento havia se destruído.

Ao ouvir aquilo, levanto a cabeça para olha-lo, sinto meu coração acelerar tanto, como se fosse sair pela boca. Nunca me senti tão culpada por algo, como agora. Levo minha mão até seu rosto e acaricio, ele fecha os olhos e eu não consigo mais me conter. Me levanto, sentando em seu colo de frente pra ele, seguro novamente seu rosto e o beijo. Um beijo calmo, porém intenso. Sinto suas mãos grandes irem para a minha cintura e me apertar. Ele retribui o beijo sem hesitar nenhum segundo. Como é bom isso! Como é bom tomar a iniciativa do beijo e ele não recuar como ele fazia antes.

- Eu te amo, Oliver. Eu te amo muito. – Falo olhando nos olhos dele.
- Eu também te amo, e é por isso que mais uma vez eu te peço, Gabriela, volta pra mim? – Ele me encara e é como se todo o ar que estava no meu pulmão, fosse embora. – Eu não quero mais ser o seu caso de sexo casual, quero ser o homem que vai cuidar de você e da nossa filha. O homem que vai acordar do seu lado todos os dias, te beijar todos os dias e te dizer todos os dias que te ama.
- Eu aceito. – Sorrio e novamente o abraço forte. – Eu só tenho medo de...
- Shhh... Não tenha medo, eu estou completamente certo dos meus sentimentos. – Ele sussurra no meu ouvido e eu apenas assinto.

De agora em diante eu não quer mais pensar em nada, não quero pensar no passado, não quero pensar no amanhã. Eu quero viver o hoje, junto com a pessoa que eu amo e que também me ama. Quero viver esse momento mágico com a minha família.

- Sweetchild? – Ouço Oliver me chamar e eu apenas resmungo de olhos fechados. – A Skye acordou.
Abro os olhos e ouço-a resmungar, solto Oliver e vejo que ela está toda agitadinha, com certeza está com fome. Saio do colo dele e me sento ao seu lado e pego a Skye no colo.
- Que foi minha chorona, tá com fome? – Ajeito ela e começo a dar de mamar.
- Que inveja dela. – Oliver comenta e eu dou um tapa nele, rindo em seguida.

Depois que dou de mamar pra ela, a faço arrotar e ela fica acordada. Oliver fica todo bobo olhando pra ela.

- Que acho que está na hora do papai aprender a trocar fralda, não é, filha? – Olho pra ela e depois pro Oliver.
- Que? – Ele arregala os olhos e eu caio na risada.
- Isso mesmo, tem que aprender a trocar fralda sim. – Pego a bolsa dela e coloco no colo dele. – Pega uma fralda, lenço umedecido e pomada ai.

Ele abre a bolsa e faz o que eu peço.

- Tem um trocado ai também, é melhor pegar. Senão ela pode molhar seu sofá caro. – Ele levanta uma das sobrancelhas e rio. – Vai se acostumando, quando ela estiver grandinha não vai existir sofá limpo.
- Eu estou começando a ficar preocupado. – Ele dá um sorriso sem graça e eu rio da cara dele.

Coloco o trocador aberto no sofá e deito ela. Vou explicando á Oliver passo a passo pra trocar uma fralda e ele vai fazendo tudo direitinho.

- Sua sorte é que ela não fez cocô. – Sorrio.
- Ela foi boazinha com o papai hoje. – Ele pega ela no colo e fica conversando com ela.

Guardo as coisas na bolsa e aproveito para ir ao banheiro, quando volto vejo Oliver cantarolando uma musica enquanto nina ela. Sorrio toda boba e paro em um canto para escuta-lo. Não sabia que a voz dele era tão linda assim.

- Eu sei que você está aí me ouvindo. – Ele diz e eu encolho os ombros saindo do corredor.
- Claro, eu sei que se eu viesse pra sala você pararia de cantar. – Me sento no sofá.

Ele deita a Skye no sofá novamente e se senta ao meu lado.

- Já vi que você leva jeito pra fazer ela dormir. – Sorrio vendo ela dormir novamente.
- Eu fazia minha sobrinha dormir quando ela era bebê. – Ele sorri. – Dorme aqui hoje?
- Eu não posso, não trouxe nada pra mim e só trouxe o necessário pra Skye passar algumas horas fora de casa. – O olho e ele faz uma cara de poucos amigos.

Ele olha para a Skye, levanta e me puxa para o pouco mais longe dela.

- Então vamos aproveitar o pouco tempo que temos antes de você ir embora. – Ele me joga no sofá e se deita por cima de mim.

Sem demora seus lábios já estão colados aos meus e sua língua já invade minha boca, acariciando a minha língua de uma forma suave. Sorrio entre o beijo e levo minhas mãos aos seus cabelos, os bagunçando enquanto nos perdemos no nosso beijo. Sua mão desliza pela minha coxa e vai apertando até chegar a minha bunda onde ele aperta mais com força, me fazendo soltar um gemido contra seus lábios.  Oliver começa a abrir a minha calça, mas eu o detenho.

- Eu não posso. – Falo um pouco afobada.
- Por que? – Ele fica me olhando.
- Estou de resguardo. – Sorrio sem graça. – quarenta dias sem sexo.
- Ah não! – Ele resmunga e faz uma cara tão engraçada que é impossível segurar o riso. – Não vou aguentar.
- Você conseguiu ficar esse tempo todo sem mim, então aguenta mais um pouco. – Me sento no sofá.
- Mas não pode fazer nada? Nada mesmo? – Ele me olha como uma criança querendo arrumar argumentos para conseguir o que tanto quer.
- Não! – Rio. – Inclusive, acho melhor já ir embora. – Me levanto.
- Eu levo vocês. – Oliver se levanta.

Pego a Skye no colo, a cubro e Oliver pega a bolsa dela. Vamos para o elevador e ele fica me olhando.

- Que foi? – Olho pra ele.
- Queria que ficassem.
- Eu não posso...
- Eu sei. – Ele se aproxima e me dá um beijo na testa.

O elevador se abre na garagem e vamos até um dos seus carros luxuosos. Ele abre a porta para que eu entre e em seguida ele coloca a bolsa da Skye no banco de trás. Tiro o cobertor de cima do rostinho dela e vejo que ela ainda dorme tranquilamente.

- Ela é bem tranquila não é? – Ele me olha rapidamente e volta a prestar atenção no caminho.
- Por agora né, porque mais tarde que é a hora de dormir mesmo ela não dorme. Ai eu que me ferro. – Olho pra ela.
- Tá vendo, se dormisse comigo eu cuidaria dela e você poderia dormir.
- Sem chantagem, Oliver. – Rolo os olhos e ele ri.
- Sorte que você está com a Skye no colo ou levaria uma palmada agora. – Ele me olha desafiador e eu mordo o lábio.

Depois de alguns minutos, chego em casa. Ele estaciona o carro e me olha. Me aproximo de seu rosto e o beijo com calma. Meu coração dispara todas as vezes que a língua dele toca a minha. Se eu pudesse, beijaria ele sem parar.

- Eu não vou deixar você escapar nunca mais da minha vida. – Ele sussurra no meu ouvido e sorrio.

Saio do carro, ele também sai, pega a bolsa da Skye e me dá. Me espera entrar dentro de casa e então vai embora.

Estou me sentindo uma adolescente boba e apaixonada.

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Notas Finais:
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2 comentários:

  1. Meu coração ta batendo tão forte. Por favor, não demore pra postar o próximo capitulo. Eu imploro♥

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